A plataforma virtual Ideas Verdes disponibilizou uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia e sustentabilidade. 

Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês, pode ser uma fonte bastante útil para arquitetos, planejadores e paisagistas.
Fonte: Archdaily

Ideas Verdes
 



                       PRAIA DO FUTURO, anos 1950.
                       Fonte: Autor desconhecido. Acervo Digital do IBGE.

Gênese de uma forma. Quem diz gênese diz "começo". Ora, é sempre difícil dizer "eu vou começar pelo começo".... Cada vez que tentamos datá-lo, o encontro repentino de algum acontecimento nos provoca, desmente de modo cruel nossa afirmação, mostra-nos a inanidade desse pretenso começo.

Anne Cauquelin. A Invenção da paisagem. 





A percepção ambiental é o modo como cada indivíduo sente o ambiente ao seu redor, valorizando-o em maior ou menor escala. Também pode ser entendida como uma tomada de consciência pelo homem, de forma que este, percebendo o ambiente em que está inserido, aprenda a protegê-lo e cuidá-lo da melhor forma possível.
 
O diagnóstico ambiental, de uma cidade ou de um bairro da cidade, auxilia na avaliação da qualidade de vida urbana. 
Fornece subsídios para intervenções necessárias e avalia como o poder público e a população se relacionam com a temática da sustentabilidade nos diferentes espaços urbanos.
Para se conhecer os aspectos ambientais de uma determinada área, é necessário que se faça a avaliação de alguns fatores.
São muitos os fatores que podem ser avaliados: 
  • patrimônio biológico (áreas verdes, arborização de ruas, corpos hídricos);
  • patrimônio histórico (morfologia urbana e edilícia);
  • patrimônio cultural (modos de vida, valores, hábitos e costumes);
  • patrimônio infraestrutural (saneamento básico, usos e ocupação do solo).
A escolha destes fatores depende dos objetivos e, portanto, da abrangência deste diagnóstico.

A avaliação dos fatores ambientais normalmente inicia-se através de levantamentos ou inventários.A importância dos inventários (ou levantamentos) está no fato de que através deles pode-se conhecer o patrimônio ambiental de uma área urbana e identificar as necessidades de intervenção.


INFRAESTRUTURA VERDE
Capital Natural

A infraestrutura verde é composta por redes multifuncionais de fragmentos permeáveis e vegetados, preferencialmente arborizados (inclui rios, canais, ruas e propriedades públicas e privadas) e interconectados, que reestruturam o mosaico da paisagem. Visa manter ou restabelecer os processos naturais e culturais que asseguram a qualidade de vida urbana.
O ideal é conectar estes espaços, como  parques arborizados articulados por conexões lineares com as ruas verdes. A conexão é fundamental para os fluxos de água, biodiversidade e pessoas. A infraestrutura verde proporciona serviços ecossistêmicos ao mimetizar as funções naturais da paisagem, visa conservar e restaurar áreas ecológicas relevantes.


ÉCO-QUARTIER DE BONNE
(Eco-bairro de Bonne, Grenoble)

No momento em que se fala em reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a construção de eco-bairros é um desafio sem precedentes em planejamento urbano.
Na cidade de Grenoble, França, os antigos quartéis militares de Bonne tornaram-se um eco-bairro percursor. A construção começou em 2005 e terminou em 2011.
Mais de 900 unidades habitacionais (40% de habitação social e 60% de habitação com preço de mercado) ocupam este espaço composto por comércio, serviços, parques e outras infraestruturas.




Considera-se aqui como ‘avaliação de desempenho do ambiente urbano’ um processo e um instrumento destinado a auxiliar as decisões do urbanista na elaboração de planos e projetos urbanísticos sustentáveis. Trata-se de identificação do desempenho dos espaços urbanos através da seleção de indicadores, recolha e análise de dados, avaliação de informações, relato e comunicação em visitas de campo, e da revisão das condições pré-existentes, de modo a caracterizar os conflitos e as potencialidades do território. O problema é saber como reconhecer as características físico-espaciais, jurídico-institucionais, socioeconômicas, ambientais e culturais para uma tomada de decisão planificadora e projetual.




O que é espaço público? O que é mobilidade?

Essas perguntas podem parecer básicas demais. Mas, às vezes, é preciso repensar o óbvio, as bases. E os significados de espaço público e mobilidade podem, na verdade, ser muitos: muda de acordo com o país, a região, o passado cultural, a tecnologia, a economia... a necessidade de expressão. 
Espaço público são as ruas pelas quais passam carros, praças que atraem pessoas em dias de protesto ou de comemoração? 
Há limites que criam espaços públicos? 
A mobilidade urbana é a condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no espaço urbano. Mas de que modo? 
Há condições democráticas, justas e sustentáveis no processo de mobilidade urbana?
Os vídeos abaixo apresentam respostas ou tentativas de respostas para essas questões, tendo como pano de fundo projetos alternativos para a Praça Portugal, em Fortaleza. 
Esses projetos foram elaborados por equipes de alunos da disciplina de PU4 2014.2.


PROJETO 1 
Equipe: Childerico - Daniel - João - Rafael - Victor
Assista  https://www.youtube.com/watch?v=d4GRvSPJ6vw

PROJETO 2
Equipe: Lucas - Marina - Nara - Thalita

Assista https://www.youtube.com/watch?v=dTGfaLTTaMw


PROJETO 3
Equipe: Ana Gisele - Marília - Marisa - Matheus - Victor
Assistahttps://www.youtube.com/watch?v=4q9rvCMAmI4&list=UU14Q_2U7mC1KPZsvvgTkkSA

PROJETO 4
Equipe: Alana - Beatriz - Camila - Nayanne - Natália
Assistahttps://www.youtube.com/watch?v=ZGF1Tz3ssUw

PROJETO 5
Carolina - Naila - Raíssa - Raquel - Victor
Assistahttps://www.youtube.com/watch?v=Haa_TIN4zqY